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  • Redação

Covid-19: pessoas não vacinadas são maioria no número de internados em São Gonçalo

Quem não tomou nenhum tipo de vacina corresponde a 98% a mais em relação aos internados que receberam duas doses.

Foto: Divulgação/PMSG

A Secretaria de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo fez um levantamento entre internados nas três unidades de saúde que atendem a pessoas com Covid-19 que apontou que o número daqueles que não tomaram nenhum tipo de vacina é 98% maior em relação aos internados que receberam duas doses de qualquer imunizante. Entre as mortes, esse número é 96% maior. Além disso, a Saúde apontou uma queda nas internações e óbitos por coronavírus nas últimas semanas.


A pesquisa foi realizada pela equipe de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo e é referente ao período do fim de janeiro – quando teve início a vacinação nos idosos – até a última sexta-feira (27 de agosto). Vale ressaltar que os dados estão em constante análise, já que todos os dias novos pacientes dão entrada nas unidades de saúde. No entanto, a pesquisa mostra a importância da vacinação para a população.


Nestes sete meses, ocorreram 1.650 óbitos por coronavírus em São Gonçalo. Destes, 1.436 pessoas não tinham tomado nenhum tipo de vacina, 87% dos casos. Dos óbitos, 13% tinham tomado a primeira dose de algum imunizante, um total de 214 pessoas. E apenas 65 internados – todos com algum tipo de comorbidade e idosos, com média de idade de 73 anos – tinham tomado duas doses ou dose única de alguma vacina. Já a média de mortes de pessoas que não relataram ter tomado qualquer tipo de vacina é de 64 anos.


Entre os internados, os números são ainda mais expressivos entre aqueles que não tomaram nenhum tipo de vacina e aqueles que tomaram a primeira dose, as duas doses ou dose única. De janeiro ao dia 27 de agosto, estiveram internadas 2.640 pessoas. Destas, 2.529 não tomaram qualquer tipo de vacina, 96% das internações. Apenas 111 tinham tomado a primeira dose (4% das internações) e 44 (2% das internações) estavam imunizadas, todas sem necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).


“Os números são claros. Não há o que questionar. As vacinas previnem os casos mais graves da doença e evitam internações, principalmente, em UTIs. Estamos, há alguns meses, com as taxas mais baixas de ocupação nos hospitais da cidade – tanto de enfermaria quanto de UTI. Por isso, precisamos continuar vacinando todos os gonçalenses com mais de 14 anos para que esses dados caiam ainda mais. Manteremos as medidas sanitárias, como o isolamento social, uso de máscaras e higienização das mãos porque a doença ainda não acabou e a vacina não evita a contaminação, mas evita os casos mais graves. É isso que todos precisam entender e colaborar”, disse o secretário de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo, Dr. André Vargas.

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