• Fernando Curty

Bolsonaro confirma presença em passeio de moto no Rio de Janeiro em meio à CPI

A "motociata" tem como pauta apoio ao presidente; passeio acontece domingo (23).

Presidente faz frequentes passeios de moto pelo país. Foto: Anderson Riedel/Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) confirmou presença em um passeio de moto organizado por aliados políticos marcado para o domingo (23), no Rio de Janeiro. A "motociata", como está sendo chamada, irá se concentrar às 10h, no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. De lá, o presidente e apoiadores seguirão até o Momento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo.


Dentre os integrantes da organização do evento estão os deputados estaduais Charlles Batista e Anderson Moraes, ambos do PSL, antiga legenda do presidente Bolsonaro. Os parlamentares tem realizado a divulgação do evento e convocado o público a participar do passeio. Além disso, Charlles reforça que a "motociata" é uma declaração de apoio à Bolsonaro e, de certa forma, uma crítica a CPI da Pandemia.


“Nós temos a obrigação de fazer a maior motociata do Brasil para declarar todo apoio ao nosso líder, presidente Jair Messias Bolsonaro, nesse momento em que esquerdistas usam uma CPI de forma suja, na tentativa de antecipar a campanha eleitoral de 2022, escondendo governadores e prefeitos que praticaram corrupção na pandemia”, declara Charlles Batista, líder do PSL na Assembleia Legislativa do Rio(Alerj) e policial rodoviário federal.


A confirmação do presidente Jair Bolsonaro veio por meio de um vídeo gravado com o deputado federal Otoni de Paula (PSC). Na ocasião, Bolsonaro declarou que é “motivo de honra e satisfação voltar ao nosso querido Rio de Janeiro”.


O deputado Anderson Moraes reforçou o posicionamento do colega parlamentar Charlles, afirmando que a CPI é "um circo" e declarando apoio ao presidente.


"Essa CPI é um circo, onde temos visto a hipocrisia da oposição ao perseguir o presidente e isentar o verdadeiros culpados, que foram os que roubaram o dinheiro do povo em plena pandemia. Quanto mais tentarem derrubar Bolsonaro, mais vamos mostrar que estamos com ele", afirma Anderson Moraes.


CPI da Pandemia


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado teve início no último dia 4 deste mês, e foi criada para apurar ações e possíveis omissões do governo federal durante a pandemia da Covid-19. Os repasses da União feitos para estados e municípios também estão na mira dos parlamentares. O relator da CPI é o senador Renan Calheiros (MDB-AL).


Até o momento foram ouvidos os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e o atual líder da pasta, Marcelo Queiroga. A comissão também colheu as falas do o ex-ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo, do ex-presidente da Pfizer no Brasil e atual presidente da América Latina e o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.


Dentre as principais declarações estão as de Teich, em que afirma ter saído da pasta pela falta de autonomia e pressão pelo uso da cloroquina; e a de Mandetta, que disse, entre outras coisas, que Bolsonaro tinha "assessoramento paralelo" sobre ações contra a Covid-19.


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