• Redação

Ato contra feminicídio reúne centenas de pessoas na entrada de shopping em Niterói

Protesto pedia "Parem de nos matar", em referência à violência sofrida pelas mulheres.

Pedidos eram para que crimes violentes parassem. Foto: Rebeca Belchior (@rebeca.belchior)

Um ato contra o feminicídio reuniu cerca de 100 pessoas na entrada de um shopping center, no Centro de Niterói, na noite desta segunda-feira (7). O protesto, com maioria de presença de mulheres, pedia "Parem de nos matar", se referindo aos recentes casos de violências sofridas por mulheres. A organização foi feita pelo coletivo Levante Feminista.


O local do ato foi simbólico, já que no último dia 2 a jovem Vitórya Melissa, de apenas 22 anos, foi morta a facadas por um colega de curso dentro do estabelecimento comercial após não ter correspondido a uma declaração de amor. A família da jovem, inclusive, esteve presente pedindo justiça.

Houveram pedidos de justiça por Vitórya Melissa, morta no último dia 2. Foto: Redes Sociais

Manifestantes empunhavam faixas e cartazes com dizeres como "Seu machismo mata", "Não nos matem" e até "Por Vitórya Melissa! Por todas nós!". Além disso, outros cartazes traziam dados e estatísticas sobre casos de feminicídio no Estado do Rio e no país. O município de Niterói também foi cobrado para que se tenham mais verbas no combate à violência contra mulher na cidade.


Em determinado momento, para homenagear o caso mais recente vivenciado em Niterói, os presentes no ato acenderam velas em respeito à jovem Vitórya Melissa, vítima de feminicídio.

Manifestantes acenderam velas. Foto: Rebeca Belchior (@rebeca.belchior)

Segundo informações de testemunhas presentes, no início do ato um homem, não identificado, foi afastado do local por policiais após jogar um saco em direção aos manifestantes. A polícia não soube informar o que teria sido arremessado por ele.


Dados da violência


Segundo um levantamento feito pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), os casos de feminicídios no Rio de Janeiro cresceram absurdamente. Só no primeiro quadrimestre de 2021, mais de 30 mulheres morreram por crime de gênero, um aumento de 50% comparado ao ano passado. Ainda segundo os dados do relatório, este número pode ser ainda maior, pela falta de ocorrências em delegacias.


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