• Agência Brasil

Alerj revoga concessão de Medalha Tiradentes ao vereador Dr. Jairinho

Deputado usou peças do inquérito da Polícia Civil como argumento.

Revogação do prêmio foi proposta pelo deputado estadual Noel de Carvalho (PSDB). Foto: Tânia Rêgo/EBC

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) revogou nesta quarta-feira (19) a resolução que concedeu a medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Casa, em 2007, ao vereador Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho). A revogação do prêmio foi proposta pelo deputado estadual Noel de Carvalho (PSDB) e aprovada por unanimidade.


O deputado disse que, como autor da Lei 4725, de 15 de março de 2006, que autorizou o Poder Executivo a criar a obrigação de notificação compulsória, nos casos de violência contra criança e adolescente, quando atendidos nos serviços de saúde e educação públicos e privados do estado do Rio de Janeiro, se sentiu compelido a pedir a retirada da honraria.


"A Medalha Tiradentes é destinada a estimadas pessoas relevantes da causa pública do Estado do Rio de Janeiro e, para isso, não é cabível que pessoas envolvidas em escândalos tão brutais, como é o caso do possível assassinato do menino Henry Borel, de 4 anos de idade, ou acusações de agressões a ex-esposa e ex-namoradas e seus filhos, estejam entre os homenageados pela honraria”, disse o deputado.

O parlamentar usou ainda peças do inquérito da Polícia Civil para aprofundar seu argumento de pedido da revogação da concessão da medalha: “Segundo as investigações da Polícia Civil, o Dr. Jairinho é acusado de torturar seu enteado, Henry Borel, semanas antes da morte do menino. Ele foi preso por atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas. O vereador foi expulso sumariamente do Partido Solidariedade e afastado do Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Parlamentares já discutem o afastamento definitivo do político. Se for aprovado, ele será o primeiro vereador expulso da Câmara Municipal do Rio de Janeiro”, afirmou Noel de Carvalho.

O vereador teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, assim como a mãe da criança, Monique Medeiros. Eles foram presos em 8 de abril último e denunciados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, tortura e impossibilidade de defesa da vítima), além de coação e fraude processual.


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